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Centésimo décimo oitavo dia - infiltração

O picheleiro voltou de manhã para acabar o serviço. A bomba de calor ficou presa à parede, igual para os lavatórios. Falei-lhe do episódio do tubo de gás, e do meu medo de igual azares para os tubos da água e da luz. Tentou tranquilizar-me apontando para o contador: se a água está a correr vê-se a bolinha a girar. Olhei com algum cuidado. Nada parecia mexer-se.

Durante o dia continuei a trabalhar na sala. O processo é muito lento e cansativo, e estou sempre a sentar-me e a levantar-me, seja para mudar de caixa seja para ir buscar mais barro. Com o barro húmido é mais fácil um bom acabamento, se bem que o espalhar do barro na caixa, antes de usar a palustra, é mais complicado.

começando o barro

Ao fim da tarde surgiu a notícia previsível. Duas caixas de saibro estavam molhadas, sinal de fuga de água. Ainda pensei teria sido um problema semelhante ao do gás mas logo concluí que a água vinha da ligação ao autoclismo, que infiltrou água na parede, e dá para o chão. Cortei a água, telefonei ao picheleiro e fiquei a rezar para que seja só isso.

*!?

Ao ver os abelharucos pelo ar a tia Alcina chamou-os pelo nome verdadeiro: pitas-barranqueiras. Diz que quando se vêm no ar, lá no alto, que se sabe que aí vem vento.

Septuagésimo dia - correções

Anteontem cheguei à hora de ir dormir com o peso nos ombros de quem sabe que tem muito que fazer; ontem trabalhei sem parar, a acabar os desenhos do pladur, e cheguei ao fim do dia cansado, mas sem o stress de anteontem. Hoje passei o dia babysitting eletricistas e pladuristas. O babysitting, especialmente o de eletricistas e pladuristas é, infelizmente uma arte em risco de extinção. Mas, dizia, acabei o dia igualmente stressado. Já devia saber que o stress vai e vem.

Este stress específico veio de ao fim da tarde, já com paredes de pé, pladur aplicado e cabos encaminhados, ter juntado a comunidade de -istas a discutir o lugar do cilindro / bomba de calor / mecanismo de aquecimento de águas sanitárias qualquer. A sério. Alguém que decida tudo isto por mim. Por favor. Pode não caber no lugar que lhe reservei. Pode ser muito caro. Pode implicar o retorno do picheleiro. E o ar condicionado, duas máquinas com condutas, um multisplit, uma única bomba de calor que aqueça as águas e climatize a casa. Mais uma vez, stressar agora não ajuda. Nunca ajuda. É só não tomar decisões erradas e esperar que se decida o melhor sistema.

Os eletricistas pediram-me na semana passada um dia com os pladuristas.  Quando cheguei os tubos eram mais que as mães, descabelados, a somarem-se em molhos. Depois de obrigar os pladuristas a desfazerem a parede de cima (faz parte), pu-los a trabalhar para os eletricistas, montando as paredes por onde passariam tubos e fechando uma das faces da parede com pladur. Chegámos ao fim do dia com muito trabalho despachado. Já se entra na casa de banho de baixo e se antevê o espaço.

Corrigindo os erros do senhor arquiteto
(foto)

O rosmaninho flore por todo o lado; idém para a giesta amarela e a esteva. Foi chovendo ao longo do dia. À Fidalga apliquei-lhe o antipulgas em ampolas. Ao almoço bebi chá de cascas de cebola. Elogiei-o à Clementina. Ajudei-os com uns tubos duma salamandra acabada de comprar. O Luís chamou a mulher de 'espalhadeira'. Espalha as coisas por todo o lado.

Casca de cebola em copo
(foto)