Sair de casa. Zap. Choupos amarelinhos, quase sem folha, passando Guimarães. Zap. As carvalheiras de Vila Pouca, também mais amarelinhas. Zap. Paragem em Mirandela para ver preços. Compra de uma fita de 50 metros e um aloquete. Zap. Paragem em Vila Flor para compra de pão. Padaria em obras. Zap. Segunda padaria. Pão. Zap. Paragem em Moncorvo. Almoço. Zap. Paragem no carpinteiro. Não está. Zap. Telefonema ao empreiteiro. Zap. Visita ao serralheiro. Não está. Peço para ver as hastes, com a mulher do serralheiro ao lado. Ainda não as começaram. Zap. Paragem no Gaspar. Fechado. Zap. Telefonema ao veterinário. Zap. Paragem no contabilista. Não está. Igual para a secretária. Zap. Paragem no Gaspar. Compra de fardos, para as amendoeiras. Zap. Telefonema ao carpinteiro. Zap. De volta à carpintaria, para tratar de burocracias e pormenores. Vi pela primeira vez veluxes, isolamento e cúmeos. Zap. Passagem pelo veterinário, para pedir receita para contracetivos para a Fidalga. Zap. Encontro com o empreiteiro. Zap. Passagem no contabilista. Zap. Em Martim Tirado com o empreiteiro, para acertar pormenores do contrato da fossa e da concretização do telhado. Continua a só perceber à última como se rematam os outões. Continua contrariado. Zap. Foto da casa, experiência com a tesoura gigante de poda (finalmente funciona), guardar fardos e tesoura gigante, trazer aduelas antigas, carregar o carro com o resto das amêndoas. Zap. Compra de queijo da Fernanda. Zap. Café em Vila Flor. Zap. Gasóleo em Mirandela. Zap. De volta a casa.
Ontem à noite vi duas raposas. Uma, fugaz, a cruzar a estrada, outra ao longo da berma. Por uns segundos acompanhou-me o caminho. Hoje de manhã foram seis grifos. Agitados pelo carro, deram meia-volta e mudaram de rumo. Ainda há pouco, em Freixo, vi todas estas andorinhas, talvez a prepararem o voo para África. Nunca vi tantas.
Custou-me a acordar. No meu método de contar as horas de sono, quem se levanta às seis da manhã tem de deitar às dez da noite. Como ontem cheguei perto das onze (jantei por Mirandela), e ainda tomei banho, as horas de sono necessárias perderam-se. Custou-me a acordar.
Quando cheguei cumprimentei os homens e falámos de como tudo ia. Uma viga-lintel está feita, outra já tinha as cofragens. Falámos mais um pouco de como fixar as vigas metálicas à viga-lintel. Fui a Freixo falar com o empreiteiro e decidimo-nos pelo encastramento. Voltei às Quintas e comuniquei-lhes a decisão. Falámos se seria melhor deixar um negativo nas vigas a betonar ou serrar depois de betonar, colocar a viga de metal e betonar à volta. Eles preferem a segunda hipótese. A manhã ia um pouco mais avançada, já andava eu de volta da fruta, quando o sôr António me chamou (o Paulo e todagente chamam-lhe Tonho). Queria saber como rematar uma das paredes. Demorei a fazê-los perceber que o telhado era mesmo para ficar torto. Mas ó Nuno quem vir daqui vê a parede torta. O objetivo é mesmo esse, é como as casas antigas eram. Mas ó Nuno tem de levar caleira, as telhas ficam tortas e de repente um desenho que sobreviveu vários anos perdeu parte da força. Não sei bem o que é isto de ser arquiteto.
Sôr António a fechar o canto
os ferros são as teclas do piano do Hugo
Voltei à apanha da fruta. A Clementina emprestou-me três caixas da azeitona, duas das quais apenas para as uvas da parreira do canto. Todas as outras parreiras só servem para sombra. A da entrada da casa do fogo tem cachos grandes que valem pouco, a da entrada da casa da tia Baldo uvas nem vê-las, e a da horta, que cresce no meio das rosas, tem cachos deprimentes. Ou está tudo verde ou apenas a parreira do canto é que vale. E que parreira.
uvas da parreira boa
A seguir foram os figos. A poda resultou na pequena. Como tem mais sol os figos amadureceram mais cedo, e o tamanho é certo para a apanha. A outra figueira, majestosa, apanha menos sol e é difícil chegar aos melhores figos, nos ramos mais altos. Ficaram para depois.
figo da figueira anã
Antes de ir para Freixo perguntei à Clementina se queria alguma coisa da vila. Para os velhos nas aldeias a ida à vila não é coisa de todos os dias (por vezes é mensal, por vezes nem isso) e por vezes pedem-nos compras. Hoje pediram-me canela, em pau e em pó. Não sei se foi por ter negado o pagamento, mas ganhei um almoço.
Ganhei também um banco. Os bancos que a minha avó tinha junto do fogo eram iguais a estes. Vi que uma das pernas estava partida, e como estava esquecida junto ao teleheiro onde os homens estacionam a Kangoo perguntei à Alcina se ainda a queria. Ela, com o seu jeito de sempre, disse, como quem expulsa algo de mau, fique com ela!, quero lá o banco para mim.
Oferecemos aos nossos hóspedes a possibilidade de viajarem de barco no Douro Internacional, com preços promocionais: adulto: 12 euros criança (até 14 anos): 6 euroscriança (menos de 4 anos): grátis(percurso)
Percursos pedestres / cicláveis
O Nordeste Transmontano tem grandes variações térmicas ao longo do ano, por isso as melhores épocas para caminhar são o outono e a primavera. As caminhadas durante os dias mais quentes do verão são totalmente desaconselhadas. Durante o inverno é perfeitamente possível ter bons dias para caminhar, se evitarmos a época das chuvas e começarmos cedo, já que os dias são curtos.
Caminhar por Martim Tirado
PR15-TMC Rota dos MoinhosPercurso circular de 10,3 km, sinalizado. Período ideal: percorrível durante todo o ano, a evitar nos períodos mais quentes. As pendentes são consideráveis. gpxwikilocfolheto
PR1-FEC Ribeira do Mosteiro – Calçada de AlpajaresSituado em Poiares, Freixo de Espada à Cinta. Percurso circular de 7,6 km. A subida é considerável mas é facilmente percorrível. Período ideal: a evitar no verão e em dias mais quentes. gpxwikiloc
Rota da CigadonhaSituado em Carviçais, Torre de Moncorvo. Percurso circular de 6,5 km. Sentido ideal: contrário aos ponteiros do relógio. Período ideal: evitar épocas de chuva. Percurso não sinalizado (mas balizado). gpxartigo
Faia d'Água AltaSituado em Lamoso (Bemposta), Mogadouro. Percurso circular de 700 m (+3 km entre a estrada e o início do percurso). Sinuoso mas facilmente percorrível. Período ideal: depois de épocas de chuva. gpxwikilocartigo
Trilho do PãoSituado em Bruçó, Mogadouro, e integrado nos Trilhos da Memória. Percurso circular de 7,3 km, não marcado (mas balizado). Fácil de percorrer. gpxartigo
Rota de BalsamãoSituado em Chacim, Macedo de Cavaleiros. Percurso circular de 4,8 km. Período ideal: percorrível durante todo o ano, a evitar nos períodos mais quentes. gpxfolhetoartigo
Os primeiros resultados indiciam um céu de muito boa qualidade (valor médio da região acima de 21.50 mag/arcsec2, valor acima do valor de referência de 21.00 mag/arcsec2). Raul Cerveira Lima (relatório)(mapa)