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Trigésimo nono dia - lista

dia-a-dia: a pedra vai assentando.

O tempo escasseia e os recados vão aumentando a cada dia, por isso faço questão de escrever uma listinha de assuntos pendentes, que faço questão de riscar, um a um, ao fim do dia. 

Comecei pelo Poio, logo de manhã. O empreiteiro falara-me das pedras para o exterior e fiquei de ir lá espreitar. Não as achei na primeira pedreira; não as achei na segunda; nem tentei na seguinte, era a pedreira de onde vieram as outras pedras e já sei do que a casa gasta. Assim, lajetas irregulares para o pavimento exterior, não sei onde as há. Passei em Moncorvo para perceber o que precisava para o prolongar da licença por mais seis meses, e fiquei com a ideia de que a burocracia é como uma planta que cresce cresce cresce sem parar, enquanto a alimentarmos.

Depois do almoço (almoço dos outros, que eu nem vê-lo), já em Freixo, sentei-me na carrinha do empreiteiro para mais uma carrada de formalidades. Como já é apanágio, enganei-me com outra fatura. Há que rever métodos. De seguida fui à loja do picheleiro, tratar de mais formalidades. Mais uma formalidade que não computa: as faturas saem diretamente do computador, sempre com IVA. De volta à estrada, passando pelo Louças para ver das tampas de saneamento.

Hoje tenho de

Chegado às Quintas, recomeçou o redemoinho. Tirar a foto com o tripé, cumprimentar todagente, explicar a ideia ao picheleiro, preparar o material para limpar mais amendoeiras, pedir merenda à Clementina, pedir pão à Alcina, medir as caixas, limpar umas amendoeirazinhas, antes que chegasse a noite. Como sempre, com o apoio logístico da Clementina.

O senhor Gaspar explica o redemoinho.

Ainda antes da nacional mas já fora do nevoeiro, deparo-me com isto. Não é por ser Natal. Mas é bonito.

Pinheirinho pinheirinho de ramos verdinhos (não é de Natal).


Trigésimo quarto dia - amendoeiras


dia-a-dia: igual?
Acordámos cedo, eu e o Hugo. Ontem fomos chungas e chegámos às onze à Macieirinha. Azar dos azares, a casa estava cheia e o Quim teve a cortesia de ir, a meio da noite, dormir para a casa da mãe.

Chegando a Martim Tirado, a ideia era ir podando as amendoeiras enquanto eu tentava contactar o empreiteiro. Como ele passou o dia sem ligar o telemóvel acabámos por limpar grande parte das amendoeiras. Com escada, tesoura de poda, serra de poda, tesoura de poda gigante, podão e luvas. Já a meio da tarde surgiu a Clementina com a ferramenta que substituía tudo isto - uma serra de cabo comprido. Anos e anos de planeamento estragados pelo pragmatismo da Clementina. Quê, andar a subir e a descer escadas, sujeita a cair? Nem pensar, pensei eu. Para a semana compro um fardo para as amêndoas do ano que vem e uma serra de cabo comprido. Trepar às árvores nunca mais.

montando a amendoeira
Aprendi umas coisas com a senhora. Para não variar. O interesse está nos ramos novos que vão substituir os velhos. Os dardos novos que poderão dar origem a ramos com fruta são as esperas. Os ramos verticais que crescem pelo centro da copa são para cortar logo (copa oca), os ramos verticais muito compridos que tornam a amendoeira alta demais não se cortam na totalidade mas antes atrasam-se, cortando-se apenas parcialmente. As podas são para ser feitas com calma, ano a ano, vendo a reação da árvore e reagindo a essa reação.

A Fidalga, pobre coitada, é assediada o dia todo pelos cadelos dos vizinhos. Não tarda nada está prenha. Por mais que me custe.

A obra está parada. Encontrei o carpinteiro e as madeiras esperam apenas que a viga metálica seja montada. Espero que já a tenham feito. Tenho de acelerar isto.

vista do pátio 1 

vista do pátio 2

vista da rua