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Ação no Palão

Palão

No início deste ano fui assistindo a Ação no Palão. Não um filme trasmontano com o Silvestre Estaladão passado no Palão e com muita ação, mas antes novidades na floresta do Palão, mesmo à saída de Martim Tirado, quem vira para Freixo. Primeiro as minhas investigações, motivadas pela beleza do carvalhal em crescimento e por ações de limpeza que ia vendo por lá. Segundo, pela plantação de sobreiros e carvalhos (talvez sejam azinheiras), como resposta ao abate de sobreiros e azinheiras na futura albufeira do Baixo Sabor. Dentro duma tragédia, algo de positivo. Terceiro e último, por uma conversa que tive com uns senhores do ICNF que encontrei por lá, em ação de manutenção.

Disseram-me esses senhores que o projeto que referi na publicação anterior não avançou. O Perímetro Florestal não está a ser gerido pelas Juntas de Freguesia, mas antes pelo ICNF. Nunca deixou de ser gerido pelo Estado central. Não houve plantação de árvores novas, não houve zona de micologia, nada. Apenas é feita manutenção de quando em quando, nomeadamente a limpeza nas entre-linhas e poda das árvores. O que se vê por lá são pinheiros e carvalhos que sobreviveram aos incêndios. Os mais impressionantes são de facto os carvalhos, que sobreviveram num caneiro junto à estrada, onde as chamas chegaram certamente com menos intensidade. Os quercus que se vêm aqui são já umas árvores de respeito, com uma vintena de anos em cima (imagino), que já venceram a primeira prova, a da competição com os pinheirinhos. Naquele pedaço, são elas que mandam.

Um carvalhal em crescimento

Quanto aos sobreiros plantados como compensação do Baixo Sabor, a plantação foi feita nas entre-linhas de pinheiros sobreviventes aos incêndios, com mangas de plástico a protegerem-nas das cabras e javalis. Posso estar enganado mas penso que os senhores do ICNF me falaram em 2000 árvores.

Nonagésimo quarto dia - rodapé

Cheguei no comboio do almoço. A seguir a Moncorvo sucediam-se os troncos laranja de sobreiros, frescos da passagem dos descortiçadores. O calor aperta. Os carpinteiros chegaram pouco depois de mim. Primeiro tratámos de comprovar que o arquiteto percebe pouco da arte. Pedi-lhes para fazerem uma forma de madeira para que o empreiteiro se pudesse orientar ao fazer o rodapé. O Carlos convenceu-me que, para além de ser de difícil instalação, o rodapé não ia servir de nada. Amanhã vê-se.

reguando
(foto)

Passei por Freixo para tratar de mais burocracia. Comprei também o ralo e o sifão, para que ao fazer a pavimenta se deixe essas peças imbutidas.