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Octogésimo oitavo dia - ginjas


Com os homens longe da obra passei o dia ao telefone, a garantir que tudo o resto avançava. Num destes telefonemas, junto ao olmo já quase seco, notei as engarradoras junto de mim, na sua rotina imperturbável cima-abaixo dos olmos. São uns bichos pequenos, que parecem caber dentro de uma mão. O bico é comprido, apropriado para escarafunchar nos troncos das árvores. Os que me circundavam acumulavam insectos na ponta dos bicos, certamente para as crias, e soltavam de quando em quando um pio curto, apenas para marcar o ritmo da caçada.

a engarradora
(foto)

Hoje foi o Luís que me veio dizer para esquecer o enchimento das juntas do pavimento. Segui no que estava a fazer. Já falta pouco.

Cansado de crivar terra, subi à gingeira para sacar o fruto. Não sei porquê mas tinha 1/3 das ginjas do ano passado. Aos ramos a que não chegava cortei-os. Dizem os velhos que ginjeiras e cerejeiras podam-se ainda com a fruta na árvore.

Octogésimo primeiro dia - engarradora


Pouca coisa se passou hoje na obra, mas muita coisa avançou. O empreiteiro só chegou depois do almoço, para pôr a calha do portão e o último telhão na cumeeira. Juntamo-nos nas casas de banho e concluímos que é necessário picar o chão da de cima. Os do pladur, que só chegaram pouco antes do almoço, começaram com a segunda camada de gesso cartonado, avançando já entre os caibros e deixando uma nesga para o rodapé negativo. Com o carpinteiro falei de mdf, folheado ou não, de velaturas, de parafusos.

castelinho
(foto)

Falei com o tio Amílcar da trepadeira, que voa até à base dos olmos e trepa árvore acima à cata de comida. Parece quase um rato. Não sei se não será a engarradora. Só se for a engarradora.

engarradora?
(foto)