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Centésimo décimo segundo dia - chícharo

O meu corpo diz-me para, descansa, amanhã é outro dia. Nunca me senti tão cansado desde que começou a obra. E o dia nem foi especialmente intenso. Durante a manhã, que começou tarde, deixei o trabalho de fita-cola quase terminado. A ideia de cortar a fita antes de a aplicar revelou-se uma má ideia. Ou o x-ato é novo e resistente ou fica mal cortado e a fita parte-se facilmente.

Encontrei a tia Alcina ao chegar, de manhã. Então isso é o quê? Isto é feijão verde. Isso é feijão chícharo. Feijão-frade. Se quer pode almoçar connosco, vou cozinhar feijão verde.

feijão chícaro

Passei a tarde (involuntariamente) em Moncorvo à volta de burocracias. Voltei depois das cinco. Acabei o trabalho de fita e recomecei a aplicação saibro, até não haver mais luz. Os dias são cada vez mais curtos.

o início do quarto de baixo

Centésimo décimo primeiro dia - vassoura


Cheguei à obra pelas três, depois de almoçar na escola, e só fechei as portas da casa eram já oito e meia, a partir do momento em que a falta de luz tornava quase impossível a aplicação de  fita-cola na madeira. À falta de mão de obra, atirei-me eu ao trabalho.

Com uma pequena inovação. Um dos dramas da semana passada foi a aplicação de fita-cola de 25mm numa régua de 21mm. A solução, que me veio durante a viagem, era reduzir no rolo a largura, cortando-o, em vez de o fazer depois de aplicado, com o x-ato. Apesar de cortar um rolo de fita-cola não ser uma tarefa fácil, tudo se resolveu.

cortar a fita - já faltou mais

A tia Clementina azafamava-se com um montão de giestas. Adivinhei que estava a fazer uma vassoura. Dantes quantas não fazíamos. Era com estas que varríamos a eira, depois de batermos os cereais. Agora é mais difícil fazer destas vassouras porque isto faz-se com a giesta branca. Antigamente era a única que havia.

fazer uma vassoura de giesta

Na ruína do forno cescem as silvas e, descobriu o Paulo a semana passada, uma abrunheira. Enchi-me de comer.