Rota de Balsamão - Chacim

Seguimos para a Rota de Balsamão com grande parte da papinha feita - afinal, a página da Câmara de Macedo tem todas as rotas muito bem detalhadas, a informação bem disposta, etc. E tem uma rede de percursos pedestres, coisa que muitos concelhos não podem dizer de si mesmos. A ideia inicial era trilhar na Serra de Bornes, mas a rota era um pouco comprida, por isso ficamo-nos pela Rota de Balsamão, com os seus 4,8 km e (aparente) facilidade em ser percorrida.

Começámos no sentido contrário aos ponteiros do relógio, subindo diretamente ao Convento de Balsamão, ao longo da via sacra. Todo o caminho está mantido e tem em na sua extensão várias espécies exóticas. De destacar a figueira-da-Índia, em quantidades invulgares, e com parte das suas folhas grafitada pelos jovens apaixonados da região. Logo no início da subida duas azinheiras majestosas destacavam-se. Quase se diriam sobreiros, pelo porte, mas a falta de cortiça denunciou-os. Aí ainda não o sabíamos mas as azinheiras seriam uma constante em todo o percurso. 

Chegando ao topo encontramos o Convento de Balsamão, ainda ativo e bastante cuidado. O percurso segue pelas imediações da igreja, onde é mantida uma pequena quinta, com horta e animais domésticos. Apesar de este momento ter algo de bucólico, é depois do Convento que o percurso ganha realmente interesse.

Num dos poucos momentos em que tivemos dúvidas quanto ao percurso (a rota é muitíssimo bem sinalizada), apercebemo-nos que o caminho era encosta abaixo, pelo meio do mato autóctone que está presente em toda a encosta. Por um caminho não pavimentado mas sempre livre de vegetação, seguimos pelo meio dum azinhal cuidado, primeiro bastante aberto, depois muito mais denso e selvagem, com medronheiros e gilbaldeiras a preencherem o coberto vegetal. Daí para a frente segue-se uma sucessão de descobertas de trilhos, estradões, campos, matagais, percursos ribeirinhos, subidas e descidas, sempre com a presença majestosa do Convento de Balsamão, encimando uma colina cónica a lembrar contos de fadas e fantasia. Nem a chuva transformou este percurso em algo menos que uma experiência memorável. A repetir, certamente.



Aqui está o percurso no Waymarked Trails. E aqui estão as fotos. A Rota, como sempre, fica disponivel na barrinha à direita.

Faia d'Água Alta - Lamoso

A Faia d'Água Alta é um dos quatro percursos criados e geridos pelo Parque Natural do Douro Internacional (outro é a Calçada de Alpajares, que já retratámos), como é visível na página do Parque, que (imaginamos) terá estado offline durante algum tempo pela mudança de ICN para ICNB para ICNF (preferíamos a primeira, sem dúvida). Antes de descobrirmos esta página a única referência palpável era esta referência no JN, de 2009, que indicava a época de chuvas como a preferencial para visitar a cascata.

Assim o fizemos. A nossa única referência era a aldeia de Lamoso (freguesia de Bemposta, concelho de Mogadouro), um pequeno povo no topo do monte, com pequenas casas e ainda menos habitantes. Junto à estrada um conjunto de placas indica o caminho a seguir. O percurso a pé totaliza 3,8 km, se bem que a área marcada (e que na realidade é o "percurso") tem apenas 700 metros. Descendo por um estradão que acompanha a Ribeira de Lamoso, vemo-nos chegados ao início real do percurso, destacado pela existência de mais placas e dum abrigo. Aqui encontrámos alguns senderistas espanhóis, o que demonstra que o percurso já tem algum nome além-fronteiras. A partir daqui, indo pela direita ou pela esquerda, o percurso transforma-se em trilho e tudo muda. Passamos para algo que se poderia nomear por caminho de cabras (certamente a função original), mas trabalhado de maneira a ser percorrível por humanos, nomeadamente através duma guarda contínua de madeira e de corda quer através da construção de degraus e patamares com madeira e brita.

É quando o estradão se transforma em caminho de cabras que tudo muda. A cascata da Faia d'Água Alta existe um pouco antes da integração da Ribeira de Lamoso na Ribeira de Bemposta, um afluente do Douro. A queda de água, reforçada por semanas de forte chuvada, surpreende mesmo o explorador mais experiente. À sua volta a natureza prospera (oliveiras-bravas, cornalheiras, azinheiras, sobreiros), mas no caminho da água tudo é levado e consumido. À exceção duma árvore, que não conseguimos identificar e que, arrojada à rocha, insiste em reclamar o seu espaço.

A forma como o percurso está construído reforça a espetacularidade da cascata e do seu enquadramento. Existem duas pontes em madeira, uma sobre a cascata, outra sob esta, que fecham a circularidade do percurso. É nesta última, tendo a cascata sobre nós, que podemos maravilhar-nos com esta dádiva da natureza.



O percurso no Waymarked Trails. Aqui está o resto das fotos.


Trilho do Pão - Bruçó


O Trilho do Pão foi, para já, o único dos Trilhos da Memória que percorremos. Os referidos trilhos distribuem-se pela freguesia de Bruçó e tentam retratar os três ciclos agrícolas mais importantes para a aldeia: o da castanha, o do azeite e o do pão. Fizemos este último num domingo soalheiro de fim de inverno, daqueles em que apetece andar fora de casa a esquecer a chuva.

Seguimos duma forma um pouco desinteressada, e talvez por isso não percebemos bem todas as virtualidades presentes. No início / fim do percurso (de 7,2 km) aparecem placas com a descrição, assim como um mapa a explicar o ponto em que nos encontramos. As placas vão aparecendo ao longo do percurso, funcionando como balizas. No entanto, o percurso não está sinalizado. Estas placas são um bom exemplo para outros percursos, nomeadamente o mapa que se vai atualizando à medida que vamos avançando. No entanto, o facto de o percurso entre placas não estar sinalizado leva a desorientações, o que acabou por nos acontecer. Se não tivéssemos tirado uma fotografia ao mapa inicial, teria sido pior.

O percurso começa (independentemente do sentido que se toma) pelo planalto onde se produzia o cereal, e desce para o ribeiro do Carvalhal, onde se situa o moinho de Bruçó (nas fotos). Percorremos paisagens deliciosas, tanto no planalto como junto à água, e o dia foi prazenteiro.

Outra nota negativa é a ausência de informação de qualidade na internet. Tirando a página da Junta, e este vídeo (uma raridade!), a única maneira de sabermos como funcionam os trilhos é ir a Bruçó. Também encontramos uma foto das placas do Trilho do Azeite e do Percurso da Fraga do Sapato, que em conjunto com o Percurso da Barragem foram feitos "em parceria com o Parque Natural do Douro Internacional".



O percurso no Waymarked Trails.
Aqui está o resto das fotos.


Trilho da Castanha - Bruçó

Aqui ficam duas imagens e a ligação do percurso do Trilho da Castanha, na aldeia de Bruçó, em Mogadouro. Juntamente com o Trilho do Pão, é dos percursos pedestres mais próximos de Martim Tirado. Ainda não o percorremos, mas quando o fizermos publicaremos aqui todas as fotos e impressões. A ligação fica, como sempre, guardada na barrinha da direita.

Amendoeira em flor + Preçário 2014

Lançamos hoje a divulgação das Amendoeiras em Flor, a grande festa do Douro Superior, pelos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Mogadouro, Vila Nova de Foz Côa, Vila Flor, Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo. O frio amaina, os dias alongam-se e as amendoeiras preparam os frutos com a sua floração luxuriante.





Entretanto aqui fica o preçário para 2014. As únicas grandes diferenças são o abandono da taxa plana (o preço de fim de semana / época alta passou a ser mais alto do que o do resto dos dias), e passamos a privilegiar as estadias maiores, ao invés do tamanho dos grupos.



Outono

Não é tarde nem é cedo - chegou o outono à Quinta dos Baldo, e os seus dias amenos, propícios a caminhadas pelos sempre fascinantes vales do Douro Internacional. Sanchas, míscaros e rócos são algumas das atrações micológicas, mas também as castanhas, que se soltam das árvores e preenchem os soutos com os seus espinhos coloridos. É desta?